Com o objetivo de promover uma condução mais segura e responsável, a Bridgestone, líder global em pneus premium e soluções de mobilidade sustentável, desmistifica os principais mitos relacionados com os pneus.
Apesar d oe serem o único ponto de contacto do veículo com a
estrada, tanto nas motos como nos automóveis, muitos condutores continuam a
desconhecer aspetos essenciais sobre os pneus.
Persistem ideias feitas sobre a pressão, profundidade do piso ou idade que não correspondem à realidade e podem afetar o desempenho, a segurança e a vida útil deste componente essencial.
Um pneu novo também exige verificações regulares. A pressão
de insuflação e o estado geral, cortes, fissuras, falta de borracha ou outros
danos, devem ser monitorizados para garantir desempenho e segurança.
A pressão deve ainda ser ajustada às condições de utilização do veículo, sempre de acordo com as especificações do fabricante.
Mito 2 - Se ainda tiver piso, o pneu está em perfeitas
condições
A profundidade do piso é um indicador importante do estado
de um pneu, mas não deve ser o único critério de avaliação.
Desgaste irregular, cortes, fissuras, falta de borracha ou
danos nas paredes laterais também podem comprometer o desempenho.
Mesmo quando parece estar em bom estado, um pneu pode ter
perdido eficácia devido ao envelhecimento do composto de borracha ou a uma
manutenção inadequada.
Por exemplo, se a borracha estiver endurecida, pode manter
uma profundidade de piso legal, mas perder elasticidade, aderência e segurança.
Por isso, é essencial fazer inspeções regulares e estar
atento a sinais como vibrações, aumento da distância de travagem, perda de
estabilidade ou alterações na resposta da direção.
Perante qualquer um destes sinais, deve recorrer-se a uma oficina especializada.
Mito 3 - Reduzir a pressão aumenta a aderência
Ao contrário do que muitas vezes se pensa, reduzir a pressão
dos pneus não melhora a aderência, pois os pneus são concebidos para funcionar
a uma pressão específica, que otimiza a área de contacto com a estrada e
assegura o desempenho previsto pelo fabricante.
Quando a pressão é insuficiente, esse equilíbrio é afetado:
a capacidade de resposta diminui, sobretudo em travagens ou mudanças bruscas de
direção, e a segurança pode ficar comprometida. Além disso, a pressão baixa
provoca desgaste prematuro e irregular, aumenta a resistência ao rolamento e
contribui para um maior consumo de combustível.
Uma pressão excessiva também não é recomendada.
Embora possa reduzir ligeiramente a resistência ao rolamento
e o consumo de combustível, compromete o comportamento em estrada e a
segurança, podendo diminuir a tração e aumentar as distâncias de travagem.
Em situações extremas, aumenta o risco de danos por impacto,
sobretudo ao passar por buracos ou passeios.
Ao encher os pneus, deve seguir-se sempre a pressão
recomendada pelo fabricante do veículo, indicada no manual do proprietário, no
pilar da porta do condutor ou na tampa do depósito de combustível.
Mito 4 – Os pneus dianteiros e traseiros desgastam-se da
mesma forma
O desgaste depende de vários fatores, como o tipo de
veículo, o sistema de tração, a distribuição de peso, o estilo de condução e o
estado da suspensão e da direção.
Por isso, nos automóveis, além de verificar regularmente a
pressão e o estado dos pneus, é importante fazer a sua rotação, aproximadamente
a cada 10.000 km ou de acordo com as recomendações do fabricante.
Este cuidado promove um desgaste mais uniforme, ajuda a manter o equilíbrio do veículo e prolonga a vida útil dos pneus.
Mito 5 - Se não conduzir com muita frequência, os pneus
quase não envelhecem
Além da quilometragem, também a passagem do tempo afeta os
pneus.
Embora não tenham um prazo de validade estrito, os materiais
e compostos perdem qualidades devido à exposição solar, às temperaturas e às
condições ambientais.
Por isso, é importante conhecer a idade do pneu, que pode
ser verificada através do código DOT na parede lateral, onde constam a semana e
o ano de fabrico.
A partir dos cinco
anos, recomenda-se uma inspeção anual; aos 10 anos, o pneu deve ser
substituído, ou antes se apresentar sinais de deterioração, para preservar a
elasticidade e a tração.
Mito 6 - Um pneu furado significa sempre que é preciso
substituí-lo
Nem todos os furos obrigam à substituição.
Em muitos casos, a reparação é possível e permite continuar
a utilizá-lo em segurança, desde que a avaliação e a intervenção sejam feitas
por um profissional qualificado.
Quando a substituição for necessária, deve ser verificada a
profundidade do piso dos restantes pneus para determinar, tendo em conta o tipo
de veículo e o sistema de tração, se a troca pode afetar o comportamento em
estrada e os sistemas eletrónicos do veículo, de acordo com as recomendações do
fabricante.
Mito 7 - Os pneus são praticamente iguais
Dois pneus visualmente idênticos podem ser totalmente
diferentes em desempenho, eficiência e segurança.
Tração, travagem, resistência ao rolamento, estabilidade,
conforto de condução, durabilidade e dispersão de água dependem da qualidade e
da engenharia do pneu, bem como da sua correta manutenção.
Na compra de pneus novos, a qualidade, e não apenas o preço, deve ser decisivo.
Mito 8 - Os pneus para todas as estações são apenas para
o inverno
Os pneus All-Season, ou pneus para todas as estações, não
são apenas uma solução para o inverno.
Com marcação 3PMSF, foram concebidos para serem usados
durante todo o ano e estão homologados para condução em neve sem necessidade de
correntes.
Ao combinarem características dos pneus de verão e de
inverno, evitam a substituição a cada mudança de estação e adaptam-se melhor a
condições meteorológicas variáveis.
Por isso, são especialmente adequados para condutores que circulam em zonas com baixas temperaturas, e oferecem bom desempenho não só na neve, mas também à chuva e com temperaturas inferiores a 7°C.
Fonte: Bridgestone (07/10/2026)





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