8 de outubro de 2026

Honda CB1000F – O regresso dos anos oitenta em pleno século XXI


A chegar brevemente aos concessionários Honda, em toda a Europa, a nova CB1000F.embora inspirada no estilo dos anos oitenta, é uma moto que oferece um desempenho totalmente contemporâneo graças ao seu motor derivado da Fireblade, ao quadro moderno, aos componentes da suspensão e às mais recentes tecnologias. 

O esforço para reinterpretar as CB750F e CB900F começou com uma pergunta simples, mas ambiciosa: como transportar o fascínio destas máquinas para a atualidade, sem perder aquilo que as tornou verdadeiramente icónicas? 

Há motos que parecem ter sido desenhadas por uma comissão de especialistas em aerodinâmica, marketing e “tendências do mercado”. E depois há motos como a nova Honda CB1000F, que nos fazem lembrar que, às vezes, basta uma boa ideia para fazer uma boa moto. Simples! 


A nova Honda CB1000F recupera algumas das linhas e do espírito das grandes Honda de quatro cilindros de outros tempos, mas sem cair naquela coisa do “vamos fazer uma réplica moderna de uma moto antiga”. Felizmente! 

A posição de condução é descontraída - o banco está a 795 mm do solo - e a eletrónica inclui tudo aquilo que hoje esperamos encontrar numa moto desta categoria, sem cair em exageros: ABS em curva, controlo de tração, modos de condução, painel TFT e conectividade. 


 O farol redondo, o depósito e as formas simples fazem lembrar outras épocas, enquanto por baixo da roupa está uma moto perfeitamente preparada para os tempos atuais. 


E há ainda aquele pequeno detalhe que, para mim, continua a fazer diferença: o seu motor de quatro cilindros, derivado da Fireblade, com 1.000 cc de cilindrada, 123,7 cv de potência e um binário máximo de 103 Nm.

Se ainda há algumas (poucas), coisas que conseguem encantar-me no mundo das motos, são os motores de quatro cilindros da Honda! 
E digo isto, sem estar a fazer nenhum favor à Honda, ou a descredibilizar os motores de quatro cilindros de outras marcas. 
Mas há coisas que continuam a ter o seu encanto. E o funcionamento de um bom quatro cilindros Honda é uma delas. 

 Sabem, do alto dos meus 62 anos, e sendo da “velha guarda”, continuo a ser fiel à antiga máxima motociclista, “motores a dois tempos, são Yamaha e motores a quatro tempo, são Honda”! 


E, numa época em que parece que todas as motos precisam de parecer agressivas, futuristas e quase todas iguais, terem resmas de cavalos e sobretudo, quem as conduz, ter no mínimo, um curso de eletrónica, sabe bem aparecer uma moto que simplesmente é, uma moto!

 Simples e eficaz! 

Assim que for possível, espero efetuar um ensaio com esta moto. Estou em pulgas!

Carlos Veiga (08/10/2006

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